Glosa de R$ 5,8 bilhões: como o processo manual ameaça o fluxo de caixa

A falha não é da operadora: entenda como a ineficiência na compilação e o timing da remessa de contas sabotam a liquidez do seu hospital.

A glosa é mais do que um inconveniente financeiro; ela é um indicador de fragilidade sistêmica que compromete a previsibilidade e a saúde do fluxo de caixa hospitalar. O impacto anual, medido pela ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados), é estarrecedor: R$ 5,8 Bilhões em prejuízos.

Se a glosa fosse apenas uma questão de negociação, o problema seria menor. Mas o dado crucial da ANAHP é que quase 98% desse valor é classificado pelos prestadores como injustificado.

Aqui reside a tese central: se a glosa é injustificada, o problema está no elo mais fraco da cadeia: a remessa de contas manual. A dependência do papel e o erro administrativo que ele gera são a principal causa da glosa hospitalar. Em outras palavras, o hospital está se autossabotando financeiramente.

Por que a glosa injustificada se torna legalmente justificada

A operadora não precisa de má-fé para glosar; ela precisa apenas de uma falha documental ou de timing para cumprir seu protocolo de auditoria. O processo manual fornece essas falhas abundantemente.

1. Incompletude documental e o alto risco do OPME

Itens de alto custo (OPME, medicamentos especiais, diárias de UTI) são os primeiros a serem glosados, pois representam maior valor.

  • A vulnerabilidade: A compilação de documentos para esses itens é complexa e exige a junção de fichas de consumo, prescrição médica, nota fiscal e o termo de consentimento, frequentemente dispersos em diferentes arquivos físicos.
  • O erro humano: A remessa de contas manual depende de um profissional de SAME (Serviço de Arquivo Médico e Estatística) ou Faturamento para garantir que todos os papéis estão na sequência correta e sem rasuras. A simples ausência do lote ou de uma assinatura válida (por exemplo, no Termo de OPME), causada por erro de digitação ou extravio, é uma falha probatória que o sistema de auditoria da operadora detecta instantaneamente.

2. A desorganização e a falta de rastreabilidade 

Como provar que o prontuário estava completo no momento do serviço?

O documento em papel carece de rastreabilidade documento glosa. Ele não possui um log de quem o manuseou, acessou ou modificou. Em um recurso de glosa, a operadora questiona a integridade. Se o hospital não pode provar a cadeia de custódia da informação, ele perde a força probatória.

3. Integridade temporal e a ameaça ao capital de giro

O processo manual é inerentemente lento. A necessidade de reunir, carimbar, fotocopiar e assinar a documentação do paciente gera uma latência que pode levar dias.

  • O risco financeiro: O atraso no envio da conta atrasa o ciclo de recebimento. Essa diferença de dias ou semanas no pagamento força o hospital a utilizar o seu capital de giro para cobrir despesas operacionais. A glosa, mesmo que revertida em 60 ou 90 dias, já causou um impacto negativo na liquidez. O papel transforma a receita certa em receita futura e incerta.

Blindagem probatória: a solução digital para resgatar a receita

Os prejuízos só serão mitigados quando o processo administrativo for tão rigoroso quanto o processo clínico. A resposta está na automação e na validade jurídica.

I. Padronização e força probatória

A solução passa pelo uso de um gateway de assinaturas digitais que garanta:

  • Validade incontestável: Todas as assinaturas são qualificadas pelo padrão ICP-Brasil (avançadas ou qualificadas), dando ao hospital segurança jurídica plena em qualquer litígio.
  • Integridade temporal: O uso de carimbo do tempo garante que o documento não foi alterado após a assinatura, invalidando a alegação de alteração da prova.
  • Gestão centralizada: Uma API unificada integra todos os sistemas e garante que o termo de consentimento, o Termo de OPME e a prescrição médica estejam padronizados.

II. Workflow inteligente para eliminação de erros

A automação deve impedir o erro administrativo antes que ele ocorra:

  • Compilação proativa: O sistema deve compilar o dossiê da remessa automaticamente, garantindo que o conjunto documental (e não apenas o prontuário) esteja logicamente organizado.
  • Gatilho de completude: A ferramenta deve impedir o envio da conta para a Remessa se houver qualquer item de alto risco faltando (por exemplo, ausência de assinatura digital no termo de consentimento PADES).

A luta pelos R$ 5,8 Bilhões não se vence na mesa de negociação, mas na qualidade do processo de remessa de contas. O investimento na digitalização certificada é o seguro mais eficaz contra o prejuízo financeiro e a instabilidade do fluxo de caixa hospitalar.

Seu faturamento não pode mais ser refém da ineficiência do papel, por isso fale agora com um dos nossos especialistas e descubra como a automação da Remessa de Contas pode resgatar o fluxo de caixa do seu hospital.

Link com o dado da ANAHP: https://www.anahp.com.br/noticias/hospitais-apelam-por-mudancas-na-relacao-com-as-operadoras/ 

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